Hoje senti as delicias de perna partida.
Pode parecer masoquista chamar delicia a um trauma tão forte
como partir uma perna. Mas delicia é poder experimentar o sublime daquilo que
só é possível viver quando se tem uma perna partida.
Delicias de não ter mais nada para fazer do que aquilo que
estava a fazer e fazê-lo com toda a dedicação e prazer de quem faz com todo o
tempo para ser feito: Estar com a Sara, falar com ela, rir com ela, rolar com
ela e no fim do caminho, descobrir que mudamos de roupa e ela está prontinha
para sair à rua com os seus orgulhosos pais.
Eu, claro fico me casa, de perna estendida a ver se não incha.

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